Eleições: um juízo positivo por parte dos observadores estrangeiros

“As eleições sudanesas podem ser consideradas um evento de importância histórica, os eleitores acorreram massivamente às urnas apesar das dificuldades, esperando fora dos lugares de votação inclusive durante horas. Não seria justo julgar o seu voto segundo os mesmos padrões aplicados às modernas democracias ocidentais”: assim se expressou Kunle Adeyemi, portavoz da missão de observadores da União Africana (UA) encarregada de monitorar as eleições gerais realizadas no Sudão de 11 a 15 de abril e cujos resultados definitivos são esperados a partir de amanhã.

Cadeiras no Parlamento, acordo entre partidos do norte e do sul

As eleições gerais previstas para o mês de abril não serão adiadas. Assim o afirmou o presidente Omar Hassan al Bashir. Com tal declaração, fica desmentida a informação que circulava nos últimos dias sobre um possível adiamento da votação. “Se bem há numerosas solicitações de distintos grupos políticos, as eleições não serão postergadas”, disse al Bashir, e convidou os cidadãos sudaneses a irem às urnas em paz e tranquilidade.

Foi assinado o cessar-fogo em Darfur e o começo das negociações de paz

Foi assinado ontem, em Doha, Qatar, o acordo de cessar-fogo e o começo das negociações de paz entre o governo de Sudão e o “Movimento Justiça e Igualdade” (JEM), o principal grupo rebelde da região ocidental de Darfur. Khalil Ibrahim, líder do JEM, anunciou, imediatamente depois da assinatura, que o acordo entraria em vigor a partir da meia noite de ontem (dia 23 de fevereiro).

Número de pessoas com fome quadruplica em um ano no Sudão, diz ONU

O número de pessoas que passam fome no sul do Sudão quadruplicou no último ano --indo de 1 milhão registrados no início de 2009 para 4,3 milhões neste ano--, informou nesta terça-feira o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU (Organização das Nações Unidas). O número corresponde a cerca de metade da população sudanesa no sul do país.
Segundo a ONU, as principais causas do aumento são o conflito que vive o país e à seca da árida região africana onde se localiza o Sudão.

Segundo a ONU, a guerra terminou em Darfur e somente há ocorrências de violência esporádicas

Segundo Martin Luther Agwai, o comandante da missão conjunta da ONU – União Africana (UNAMID), o Darfur não está mais em situação de guerra. Tal declaração foi feita após o retorno de uma viagem de inspeção por várias zonas da região ocidental, palco de uma grave crise humanitária. O conflito em Darfur, acrescentou Agwai, reduziu-se ao nível de ataques esporádicos e a episódios de banditismo. Segundo ele, atualmente, só existe um grupo rebelde: o Movimento para a Justiça e a Igualdade (JEM), capaz de desenvolver campanhas militares, embora de intensidade limitada.

Prevista para agosto a retomada dos diálogos de paz

Serão retomados, no começo de agosto, em Doha, os diálogos de paz entre o governo sudanês e os grupos rebeldes armados ativos na região ocidental de Darfur. É esse o anúncio feito pelo mediador da missão conjunta da ONU e da União Africana (UNAMID), Djibril Bassolé, numa coletiva de imprensa realizada na capital sudanesa. O mediador afirmou estar “confiante que um novo turno de diálogos consiga envolver o maior número de movimentos possível” e que leve a um “cessar-fogo generalizado, para melhorar as condições de vida da população”.

Inauguram uma planta de produção de etanol com tecnologia brasileira

Desde ontem o Sudão tem uma planta produtora de etanol. Construído por uma empresa brasileira de primeira linha no setor de bio-combustíveis, o complexo foi inaugurado no estado meridional do Nilo Branco pelo presidente Omar Hassan el Beshir. “Kenana – disse o chefe de estado em referência à empresa proprietária da planta, controlada pelo governo de Khartoum e alguns fundos árabes – promoverá o desenvolvimento do estado do Nilo Branco e de Sudão”.

A ‘periferia’ rejeita dados de censo divulgados recentemente

Incorretos, manipulados e irreais: são estes alguns dos adjetivos usados nas últimas horas por muitos expoentes políticos das ‘periferias’ sudanesas para definir os resultados do censo realizado no ano passado no país e divulgados de maneira integral somente nestes dias. A revelação estatística, que tem uma importância fundamental tanto para as próximas eleições quanto para a realização dos acordos de paz assinados pelo governo central de Khartoum com os ex-movimentos armados do Sul e do Leste do país, desencadeou, nas últimas horas, um escândalo político.

Darfur: o presidente pede aos rebeldes que “deponham as armas”

O presidente Omar Al-Bashir pediu aos rebeldes de Darfur que deponham as armas e participem no processo de paz. Hoje, num discurso feito durante a sua visita ao vilarejo de Al Sabdo, na localidade de Al Dain, ao sul da região, Bashir afirmou que o governo “está tentando reunificar ao povo de Darfur”, e dirigindo-se aos rebeldes, acrescentou: “pegaram as armas para cobrar o progresso de vossa terra, e o progresso finalmente chegou e continuará”.

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