OPINIÕES
Artigos, comentários e opiniões dos nossos colaboradores
Davi e Golias: em mineração a mesma história se repete
Chegam no mesmo dia em nossas caixas postais palavras com tons fortemente diferentes: de um lado as declarações triunfantes de Vale, que ressalta um 'sólido desempenho operacional e financeiro'; por outro lado o lamento do sindicato canadense USW (3.500 pessoas estão de greve há 7 meses, atualmente manifestando ao aberto com temperaturas insustentáveis (-24)!). Justiça nos Trilhos, sem comentários, apresenta a seus leitores as duas vozes: julguem vocês se isso significa desenvolvimento e sucesso de uma empresa...
Dom Erwin Kräutler: Quinto aniversário do assassinato de Irmã Dorothy Mae Stang
Cinco anos passaram desde aquele fatídico sábado em que Rayfran e Clodoaldo, empregados de Tato, cruzaram o caminho da Irmã Dorothy, não para cumprimentá-la, mas para executar o sinistro plano, há tempo concebido pelo consórcio do crime, e cumprir o nefasto papel de matar a Irmã que dedicou toda a sua vida aos pobres.
Ato Público no Pará pede fim da impunidade em memória à Irmã Dorothy
Uma vida marcada pela luta em defesa dos trabalhadores da terra e do desenvolvimento sustentável na Floresta Amazônica. Irmã Dorothy Mae Stang, nascida nos Estados Unidos, se mudou para o Brasil em 1966, primeiro para o Maranhão, na região Nordeste, e depois para o Pará, em 1974, no Norte do país, onde trabalhou com a Comissão Pastoral da Terra, e viveu até seus últimos dias.
Campanha da Fraternidade 2010: "Ekoinonia": cuidar de nossa casa
Koinonia em grego significa comunhão. Também “economia” e “ecologia” são palavras de origem grega (respectivamente: “dar regras à casa” e “estudar a casa”). Há uma grande diferença, porém, entre quem considera essa casa ‘sua’, particular e egoisticamente, ou ‘nossa’, existente antes de nós, recebida como um dom, com o compromisso de devolvê-la aos outros em iguais ou melhores condições. É importante, então, insistir sobre essa pertença coletiva.
"Ekoinonia": cuidar de nossa casa
A CFE 2010, que focaliza "Economia e vida", deverá também provocar a reflexão e prática da sobriedade (equilíbrio com tudo o que co-existe conosco) e da “descentralização” (devolução do espaço e das oportunidades aos pequenos), afim de efetivar uma verdadeira “reciclagem da riqueza” como bem comum.
E quando celebraremos o “Ano Profético”?
A Igreja Católica está a meio caminho da celebração do assim chamado “Ano Sacerdotal”. Pelas suas caraterísticas profundamente clero - cêntricas, e em respeito à dignidade sacerdotal de todos os batizados, não teria sido melhor chama-lo de “Ano Clerical”? Será que algum dia nós teremos a coragem de propor e viver a celebração de um tempo de graça, denominando-o de “Ano profético”?
Os pecados do Haiti
A democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca idéia de querer um país menos injusto.
Novo olhar sobre o Universo
Carlos Mesters, o mais popular biblista do Brasil, sublinha que há no Antigo Testamento dois decálogos, o da Aliança e o da Criação. O da Aliança surgiu primeiro, embora o outro já existisse. Ocorre que o povo de Deus, por não levar a sério o da Aliança, não tinha olhos para perceber o Decálogo da Criação.
Década de amostra
Era grande a expectativa para a chegada do ano dois mil. Em torno dele tinha se criado denso imaginário, onde não faltavam cenários apocalípticos, próprios de contextos do milenarismo. A realidade se encarregaria de mostrar que a natureza continua com seu ritmo, e a história com sua dinâmica. O novo milênio carrega a herança do anterior, e precisa enfrentar os desafios recebidos.
Agora, já se passou a primeira década do novo século. Olhada com atenção, pode servir de amostra para o que nos aguarda no futuro próximo.
A contrarrevolução jurídica
Está em curso uma contrarrevolução jurídica em vários países latino-americanos. É possível que o Brasil venha a ser um deles.
Entendo por contrarrevolução jurídica uma forma de ativismo judiciário conservador que consiste em neutralizar, por via judicial, muito dos avanços democráticos que foram conquistados ao longo das duas últimas décadas pela via política, quase sempre a partir de novas Constituições.



