OEA pede fechamento da prisão de Guantánamo
Na terça-feira, 28, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) realizou uma audiência, na sede da entidade. O objetivo foi o de verificar o cumprimento pelas autoridades estadunidenses das medidas urgentes de proteção ditadas pela Comissão em favor de Djamel Ameziane, cidadão argelino violentado e detido sem acusações na base de Guantánamo, em Cuba, durante quase sete anos, e de todos os presos do local.
O Centro pelos Direitos Constitucionais (CCR) e o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) pediram garantias de direitos humanos, um processo justo para os detidos e o fechamento da prisão.
O coronel da reserva Morris Davis, antigo fiscal chefe das comissões militares de Guantánamo, participou da audiência. Ele renunciou ao cargo em protesto pelos casos de tortura e ausência de julgamentos transparentes e justos.
O representante dos Estados Unidos, Lewis Amselem, se recusou a participar formalmente da audiência. Os pedidos da CIDH para enviar observadores da OEA à prisão e para interromper o funcionamento do local foram ignorados.
A audiência é a primeira em que a CIDH ouve alegações da defesa em nome de um indivíduo detido em Guantánamo. Na ocasião, também foi abordado o problema dos 50 detidos que não podem voltar a seus países por risco de perseguição política. (Brasil de fato).


