Nelson Mandela

Nelson Rolihlahla Dalibhunga Mandela nasceu em julho de 1918, em Umtata, na África do Sul. Iniciou seus estudos em Direito, na Universidade de Fort Hare, exclusiva para negros, de onde foi expulso após liderar uma greve de estudantes.
Na cidade de Joanesburgo, trabalhou em um escritório de advocacia e fez um curso de Direito por correspondência, conseguindo sua graduação, em 1942, pela Universidade de Pretória.
Disposto a lutar por uma sociedade mais justa e igualitária para os negros, Mandela ingressou no CNA (Congresso Nacional Africano), organização que lutava por direitos iguais para a população negra, contra o regime de Apartheid.
O Apartheid, em língua africâner, significa separação e descreve a rígida divisão racial entre a minoria branca governante e a maioria negra. Este sistema garantia que brancos tivessem mais direitos e oportunidades do que negros.
Enquanto os negros perdiam seus direitos, Mandela abria um escritório de advocacia para defendê-los em 1952, de onde lidera uma campanha de desobediência civil as leis racistas.
Após o Massacre de Shaperville, em 1960, realizado pela polícia sul-africana contra manifestantes negros e intensas manifestações populares, sempre reprimidas de forma violenta pelas autoridades, o governo da África do Sul decretou a prisão de Mandela e outros líderes.
O CNA e outras entidades de luta pelos direitos dos negros foram proibidas, mas em 1961 surgiu a “Lança da Nação”, organização especializada em sabotagens, tendo Mandela como primeiro comandante.
Precisando de apoio financeiro para a organização e buscando melhor treinamento militar, Mandela deixa a África do Sul ,em 1962; quando retorna no mesmo ano, é preso e condenado a cinco anos de prisão.
No final de 1963, Mandela e mais sete companheiros são condenados à prisão perpétua, sob a acusação de sabotagem. Permanece até 1981, na prisão de "Robben Island", depois é transferido para Pollsmoor.
Durante os 28 anos que permaneceu na prisão, as pressões internacionais contra o regime de Apartheid e a luta dos negros na África do Sul aumentaram.
Para evitar maiores distúrbios internos e sanções econômicas internacionais, o presidente da África do Sul, Frederick de Klerk, assumiu a responsabilidade pelas reformas tão esperadas por Mandela e seu povo.
No dia 11 de fevereiro de 1990, Mandela é libertado, o CNA volta a legalidade e algumas leis racistas foram revogadas.
Em 1993, Nelson Mandela e Frederick de Klerk receberam o Prêmio Nobel da Paz.
De maio de 1994 a junho de 1999, como presidente da África do Sul, Mandela comandou a transição do regime de minoria no comando, o apartheid, ganhando respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa.
Discurso inaugural 1994
"O nosso medo mais profundo, não é de que sejamos inadequados. O nosso medo mais profundo, é que sejamos poderosos demais. É a nossa luz, não a nossa escuridão o que mais nos assusta.
Nós nos perguntamos. "Quem sou eu para ser brilhante, alegre, cheio de talentos e fabuloso?"
Na verdade, quem é você para não o ser? Você é um filho de Deus. Fazer menos do que pode não serve o mundo. Não há nada de luminoso no facto de se encolher para que outras pessoas se sintam tão inseguras com você.
Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós. Ela está não só em alguns de nós, está em todos nós. E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos permissão aos outros para fazerem o mesmo.
À medida que nos libertamos do nosso medo, a nossa presença automaticamente liberta outros."



