Noite criança
Janeiro 2009 / Esta noite vai ser mais longa. E eu com mais tempo para pensar. Quem quiser, fique comigo.
O céu continua o mesmo. As nuvens brigando e brincando com a lua e as estrelas. Mas esta é uma noite bem diferente. Metade velha e metade criança. Chegando a meia noite, ela tira sua velha roupa surrada e logo veste a nudez de recém nascida. Noite nenhuma é uma criança como esta. Ela traz o novo ano. Tudo recomeça mais uma vez.
Humores de fim de ano
Dezembro 2008
- Acorda, amigo! Estou aqui já faz um bocado, mas você nem se tocou. Sonecando, ou pensando profundo?
- Um pouco das duas coisas - respondo, olhando para a cara marota do Wilson de sempre.
Antídoto contra a epidemia da pressa
Novembro 2008 / Meu Deus, por essa eu não esperava! Nunca me considerei especialista em alguma coisa, menos ainda em economia. Agora descubro que, na minha última fala, dei uma de muito competente.
Anda logo, seu....!
Outubro 2008 / “Permite que eu sente aqui?”. A voz que me tira dos meus pensamentos é de uma mulher de cabelos brancos.
“Pode ficar a vontade. Aqui tem lugar para muitos. Não é o caso de explicar, mas é assim mesmo. Também não é problema o fato de a senhora ser uma mulher. Minha esposa nunca sofreu de ciumentite. Um pouco ciumenta sempre foi, graças a Deus, mas nada de doentio. Menos ainda agora, nessa nossa idade”.
Falando sozinho
Setembro 2008
- Oi, Jâmpio, o que é isso? Falando sozinho?
Lá estava ele, o Wilson de sempre. O provocador de sempre.
- É isso mesmo? Eu não acredito – respondo agitado - Estava mesmo pensando no assunto, mas não sabia que estava falando sozinho. Isso me deixa preocupado.
Debaixo do chapéu
Agosto 2008 / Convido a sentar aqui no meu banquinho todos que quiserem. Não há problema de lugar. Posso até servir café com bolacha.
Cérebro destapado
Julho 2008
- Boa noite, amigo! Está a fim de bater um papo?
Lá estava ele, o Wilson, que já se tornou freqüentador assíduo do meu banquinho.
Vozes que incomodam
Junho 2008
- Oi, amigo, sempre lidando com sua luta vespertina para pôr em ordem as idéias?
A voz do Wilson, que já se tornou companheiro assíduo do meu banquinho, me devolveu à realidade. E o papo correu solto.
Confusão total
Maio 2008 / Se algum dos visitantes deste sito teve a bondade, feita de coragem e de paciência, de ler algumas das edições deste banquinho, já entendeu que se trata de breves relatórios de sessões terapêuticas uso doméstico. Tudo na maior economia de dinheiro e de tempo: perto de casa, com um banquinho como divã, e sem precisar de profissional.
O velhinho cantor
Abril 2008 / Aquele velhinho, baixinho, de barba branca, sempre me chamou a atenção. Todos os dias e o dia todo naquela encruzilhada, aproveitando a longa demora do sinal verde abrir.


