PROCURA

VOCAÇÃO MISSIONÁRIA

OPINIÕES

PALAVRA E MISSÃO

TESTEMUNHAS

Mt 9,9-13 - Ao pobre, a quem está no cativeiro, libertação eu vou proclamar

“Misericórdia é ter um espaço no coração para amar aqueles que não merecem ser amados” (Pe. Fábio).

Pe. Fábio aprendeu a misericórdia da própria mãe que tinha três filhos: uma prostituta, um presidiário e um padre. Todo dia, às 11:00 horas, ela ia à delegacia levar o almoço para o filho preso emquanto nem todo dia visitava o filho padre. Demorou, mas afinal o padre Fábio compreendeu que assim como a mãe amava a todos os filhos, mas cuidava de cada um de maneira diferente, Deus é misericordioso para com todos, ainda que manifeste seu amor de maneira personalizada para cada um.

Assim como acontece ainda hoje, no tempo de Jesus o contato com certo tipo de pessoas era mal visto.
Quem participava de uma mesa de pagãos ou de pecadores tornava-se indigno de entrar no templo, como um excomungado.
Mas o que valem estas regras, estas formalidades? Jesus responde com uma frase de Oseías: “O que vale é o amor e a compaixão”.
Mateus estava sentado, morto em seu egoísmo e no desejo de explorar e enriquecer.
Ao convite de Jesus, Mateus faz uma opção, se decide, levanta como quem encontrou o sentido de sua vida, o verdadeiro tesouro.
Não muda simplesmente de posição, mas de postura, de vida.
Um Santo da Igreja escreveu que, enquanto Pedro e André voltavam, de tempos em tempos, a seu trabalho de pobres, Mateus deixou definitivamente seu trabalho de cobrador de impostos.
Da mesma forma Zaqueu, como prova de ter sido libertado por Jesus, se desfaz de suas riquezas. A conversão consiste numa mudança radical na relação com todo irmão.

Fariseus e escribas acreditavam que a vinda do Messias só seria para os “escolhidos”, os “eleitos”, os puros e santos. Não!
Jesus vem para os pecadores, para os rejeitados, os marginalizados, os esquecidos.
Deus não quer de nós somente orações, jejuns e esmolas. A mesa de nossa comunidade não é mesa de santos: é mesa aberta a todos, aos pecadores e desprezados também. Se não for assim, Jesus não vai sentar nela. Vai sentar em qualquer outro lugar, mas não conosco.
Acreditar em Jesus e não se importar com os irmãos mais pobres, é como por vinho novo em odre velho: arrebenta! É como costurar um remendo novo numa roupa velha: rasga!

O missionário acredita que para Deus não existem pessoas irrecuperáveis, nem situações perdidas ou desesperadas. Com qualquer pessoa e em qualquer situação Deus é capaz de salvar e libertar.
Precisamos nos colocar á escola de Deus. Aprender dele o que significa misericórdia, que sempre tem a ver com acolhida, compreensão e inclusão.
Somos mensageiros de uma comunidade que tem na acolhida sua melhor apresentação, novidade que encanta e liberta, que se torna solidariedade ativa e participação de todos na mesma missão redentora de Jesus.

- Veja os artigos anteriores -

08 de junho de 2008 - X Domingo do Tempo Comum

Roberto Minora
Missionário Comboniano